terça-feira, 31 de julho de 2012

A Segunda Opinião

Olás!
Hoje eu acordei cedo e já comecei a ficar nervosa por causa da consulta com o psiquiatra japonês "fodão".
Como contei ontem, eu não queria ir. Eu confio no diagnóstico do meu médico e... Nada mais.

A consulta era às 13hs e a gente já estava lá ao meio dia e dez!
Minha mãe estava numa ansiedade louca pra ouvir: "Sua filha está sendo mal medicada, vou trocar o remédio e ela vai ser uma princesa. Viverá feliz para sempre!".
. . .

Ainda na sala de espera mamis já me dava o script todo: o que eu deveria falar, o que eu deveria reclamar, etc., etc.. Como se eu não tivesse contado "essa história" pra uns 10 terapeutas e uns 6 psiquiatras antes.
O Dr. é bem calmo, sério e mal olhou pra mim. Escreveu o tempo todo.
Já sentada, ele fez algumas perguntas e eu já soltei a história toda de uma vez.
Depois de uns 30 ou 40 minutos ele disse: "Quer chamar sua mãe agora?". Eu chamei.
. . .

Ela já entrou na sala toooda ansiosa e esperançosa, já matracando: "Ai, acabei de colocar uma bala na boca..." e o Dr., calmamente, como se já soubesse como é minha mãe - ultra ansiosa e falante - disse: "Não tem problema. Ela já me disse tudo, agora só EU vou falar" (gostei disso).
Ele nos deu uma aula de psiquiatria e transtornos ansiosos. Sensacional.
Chegou ao diagnóstico de Distúrbio de Ansiedade (ah vá!), mas me deu um fato novo, que faz muito sentido: eu não sou Ansiosa Generalizada (como minha mãe, por exemplo), eu sou ansiosa com FOBIA.
Por exemplo: eu nunca tive uma crise de pânico que eu não soubesse explicar exatamente o motivo.
Elas são bem reais.
Eu nunca tive crise de pânico durante a madrugada, outro exemplo forte.
Em compensação eu tenho algumas fobias, como ficar fechada ou trancada, ficar presa... Esse "presa" varia bastante...

O mais importante é que o "fodão" falou EXATAMENTE tudo que meu psiquiatra e minha psicóloga já tinham explicado pra minha mãe e, principalmente, que ele não mudaria o remédio, pois em um caso de ansiedade, pânico, TOC ou fobias, o remédio é "devagar e sempre", ou seja, dose baixa e por muito tempo.
A maravilhosa pílula que nos torna invencíveis do dia pra noite só existe pros depressivos, pois uma dose alta de "prazer" os tira do buraco.
Pro meu caso é dar doses homeopáticas do tal "prazer" (serotonina, noradrenalina, dopamina, etc.) só pra que eu fique estável pra ser tratada pela terapia.

Ele me passou o, já muito bem conhecido, Rivotril, em dose baixíssima, pra que eu consiga fazer o que tenho que fazer: sair de casa.
Ele chamou de "apagar incêndio", pois, depois que eu usá-lo pra dar os primeiros passos, eu construirei a minha coragem pra não precisar mais dele.
Bom, esse papo eu terei na terapia amanhã, só pra ter certeza se vou usar esse "trunfo".
Acho válido, afinal, se existe Neosaldina, por que eu vou ficar sentindo dor de cabeça?

Vamos em frente, porque eu quero mais é viver!



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